segunda-feira, 7 de maio de 2012

Encontro Internacional em Nanotecnologia

Evento sobre nanotecnologia aplicada a cosméticos (nanocosmetologia).



Hotel Pullman Ibirapuera - Rua Joinville 515 - São Paulo, SP
17 e 18 de maio de 2012 - das 08h30 às 17h00


Programação Preliminar

17 de maio de 2012

8h30
Credenciamento e Welcome Coffee

9h00
Abertura do 1º dia

9h30
Nanotecnologia – Uma visão global sobre lançamentos e principais tendências, Jane Henderson, Presidente da Mintel Beauty Division, REINO UNIDO
A apresentação proporciona um insight sobre o uso da nanotecnologia e dos nanoingredientes em lançamentos de produtos de beleza e de cuidados pessoais, tais como pele e cabelo. Além disso, esta apresentação procura explorar as tendências em ‘claims’ e conceitos, e ainda, novidades relacionadas a estes lançamentos em todo o mundo.

10h10
Conclusões do estudo “Nanotecnologias: subsídios para a problemática dos riscos e regulação”, Marina Pereira Pires de Oliveira, responsável pelo projeto de nanotecnologia da ABDI – Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial

10h50
Coffee Break
PILAR 1: PESQUISA E FORMULAÇÃO
Os princípios que devem ser considerados na formulação ou na escolha de nanomateriais na aplicação de produtos para pele e cabelo.

11h10
Formulações de Nanotecnologias para aplicação na pele: estrutura e destino, Prof. Dr. Elias Fattal, Universidade de Paris, Faculdade de Farmácia, FRANÇA
Skin Delivery está entre as primeiras vias de administração de substâncias, onde nanotecnologias, chamados lipossomas, foram aplicados em produtos cosméticos, no início da década de 1980. Hoje é possível projetar um grande número de nanotecnologias, entre os quais algumas foram introduzidas em produtos cosméticos. Elas podem ser divididas em dois tipos: nanopartículas orgânicas e inorgânicas.
As nanopartículas de materiais orgânicos incluem lipossomas e estruturas associadas (niosomes ®, ethosomes ®, vesículas elásticas, transfersomas ® …), nanopartículas lipídicas sólidas, nanopartículas de polímeros e nanoemulsões. Formular tais sistemas sem qualquer ingrediente ativo faz com que sua fabricação seja simples. No entanto, a principal aplicação das nanotecnologias é entregar compostos ativos. O desafio em termos de formulação reside na seleção da nanotecnologia correta e da metodologia otimizada para a sua produção, permitindo conceber partículas com tamanho adequado, propriedades de superfície e elevada carga de droga. A estabilidade das nanotecnologias também deve ser garantida. As nanopartículas produzidas de materiais inorgânicos incluem fulerenos ou de óxido de metal. Estas nanopartículas têm a sua própria funcionalidade, quer como antioxidante para os fulerenos ou protetores solares para o dióxido de titânio.
O desafio em termos de entrega é permitir que essas partículas atinjam o alvo. No entanto, é reconhecido que na maior parte todas estas nanopartículas após aplicação na pele permanecem na sua superfície até que sejam limpas ou após a ruptura da sua estrutura inicial. Os seus constituintes podem, contudo, difundir-se através da pele e modificar as propriedades de barreira. Podem ainda distribuir-se nos folículos pilo-sebáceos atingindo as camadas mais profundas da pele. Além disso, as nanopartículas inorgânicas pequenas, devido ao seu pequeno diâmetro (abaixo de 10 nm) também podem atravessar a pele e acumular-se no organismo sem ser eliminadas.
Esta apresentação se concentrará na discussão das características físico-químicas de cada nanotecnologia em relação ao seu destino após a administração na pele.

12h00
O que é preciso saber sobre um nanomaterial para sua aquisição junto a um fornecedor: quais as suas características para aplicação em produtos de cabelo ou pele, Profa Dra. Silvia Guterres, UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Serão apresentadas as principais características para reconhecimento de um nanomaterial para aplicação cosmética, incluindo as matérias-primas constituintes, funcionalidades, propriedades físico-químicas essenciais e organização supramolecular. Serão discutidos exemplos e oportunidades de vantagens decorrentes da incorporação de nanomateriais em diversos tipos de cosméticos.

12h50
Estado da arte em nanotoxicologia de materiais na escala nanométrica aplicados no cabelo e a pele, Prof. Dr. Nelson Durán, Unicamp – Universidade Estadual de Campinas
A aplicação de nanomateriais em produtos cosméticos tem sido um tema de discussão atual na mídia, círculos científicos e na maioria das políticas de mercado nos últimos anos. Os temas toxicológicos têm sido levantados devido aos trabalhos de pesquisa conflitivos relacionados com segurança de nanomateriais e a falta de acordos entre pesquisadores sobre se estes produtos são seguros no uso dérmico. Esta apresentação lidará com estes aspectos em termos de toxicologia e seu estado atual relacionado mais especificamente em uso de cosméticos no cabelo e na pele.

13h40
Almoço
PILAR 2: NANOMETROLOGIA

15h00
Ferramentas metrológicas para caracterização físico-química confiável dos nanomateriais: aspectos específicos de caracterização dimensional de nanopartículas, Oleksii Kuznetsov, Pesquisador de Metrologia e Qualidade do INMETRO – Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia
Serão discutidos os principais aspectos metrológicos das medições de propriedades de nanomateriais. Será apresentado o estado da arte em problemas específicos de desenvolvimento de padrões primários e secundários, fabricação de materiais de referência, validação de métodos e calibração de instrumentos para medidas dimensionais de nanopartículas.

15h45
Técnicas de Caracterização de Nanomateriais aplicadas a Cosméticos, Natália Neto Pereira Cerize, Pesquisadora do IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas, do Centro de Tecnologia de Processos e Produtos, do Laboratório de Processos Químicos e Tecnologia de Partículas
Serão apresentadas algumas técnicas de caracterização aplicadas a nanomateriais (nanoemulsões, nanocápsulas, lipossomas, nanoesferas, etc) abrangendo: análise morfológica, tamanho de partícula, potencial zeta, área superficial, entre outras. E também, uma abordagem sobre a caracterização de nanomateriais incorporados a produtos cosméticos.

16h30
Mesa Redonda
Mediador: Carlos Praes, coordenador dos grupos de Nanotecnologia da ABIHPEC/ITEHPEC

17h00
Encerramento

18 de maio de 2012

8h30
Credenciamento e Welcome Coffee
PILAR 3: SEGURANÇA
Segurança dos Nanomateriais e Comprovação da Segurança desde a Pesquisa até o Consumidor

9h00
Avaliação de Segurança de produtos cosméticos contendo nanomateriais. Um enfoque na segurança de nano-ingredientes, Pedro Amores da Silva, INFARMED – Autoridade Nacional de Medicamentos e Produtos de Saúde – PORTUGAL
O debate mundial acerca da segurança de nanomateriais visa estabelecer métodos de avaliação destes novos ingredientes fornecendo garantias ao consumidor da sua inocuidade. Será debatida a metodologia de segurança que irá ser utilizada na europa para estes ingredientes.

9h50
Abordagens para a segurança dos nanomateriais e conformidade com os regulamentos no setor de cosméticos, Profa Dr. Qasim Chaudhry, FERA – Food and Environment Research Agency, REINO UNIDO
A apresentação irá destacar as principais preocupações de segurança em relação ao uso de nanomateriais em produtos cosméticos. Irá descrever ainda as abordagens atuais para garantir a segurança dos nanomateriais em diferentes jurisdições reguladoras, e destacar os principais desafios na avaliação da segurança dos nanomateriais em formulações cosméticas.

10h40
Coffee Break

11h00
Esclarecimentos sobre a segurança dos nanomateriais. Ensaios e estudos atuais realizados para os nanomateriais que têm sua segurança comprovada, Prof. Dr. José Mauro Granjeiro, Especialista Sênior em Metrologia e Qualidade do INMETRO – Instituto Nacional de Metrologia Normalização e Qualidade Industrial
A nanometrologia é a ciência da medição em escala nanométrica. Ela tem um papel crucial na produção de nanomateriais e dispositivos nanoestruturados com um alto grau de precisão e confiabilidade na escala nanométrica. Novas técnicas de preparação e de mensuração de propriedades de nanomateriais de referência devem ser desenvolvidas e harmonizadas, combinando o conhecimento acadêmico, industrial/tecnológico e metrológico existente em diversos campos. Como a nanotecnologia vem sendo cada vez mais difundida, o manejo das questões de saúde e de segurança durante todo o ciclo de vida (a partir de P&D, passando pela produção e até a eliminação) é essencial. Da mesma forma devem estar disponíveis os materiais de referência, as normas, dados de referência, instrumentos e métodos transferíveis de medição e modelos teóricos. A apresentação visa destacar os desafios da área e discorrer sobre a segurança dos nanomateriais, mostrando ensaios e estudos dos materiais seguramente comprovados e, ainda, levantar a discussão com o público na questão dos materiais de referência.

11h50
Segurança de cosméticos contendo nanoingredientes: o que muda? Como e por que monitorar o produto no mercado?, Dra. Flávia Addor, Diretora Técnica da Medcin Instituto da Pele
Os nanoingrientes na cosmética atual já são uma realidade. A comprovação de segurança de uma inovação deste porte não somente passa pela avaliação toxicológica, mas por um monitoramento do comportamento do produto no pós-venda: a cosmetovigilância trará uma riqueza de informações sobre o perfil de segurança, imprescindíveis para a avaliação racional de desenvolvimentos futuros.

12h40
Almoço
PILAR 4: EFICÁCIA
Comprovação da Eficácia dos Produtos com Nanomateriais

14h00
Disposição de nanomateriais aplicados sobre a pele: avaliação e imagem, Prof. Dr. Richard Guy, Universidade de Bath, REINO UNIDO
A pele intacta apresenta uma formidável barreira à penetração e permeação de xenobióticos, bem como fornece protecção à invasão bacteriana. A camada de pele menos permeável, o estrato córneo exterior, primeiramente restringe a perda imperceptível de água do tecido, como tal, também limita de forma muito eficiente o transporte para o interior de produtos químicos em contacto com a pele. Para penetração molecular, as relações de estrutura-transporte mostram que lipofilicidade e tamanho são determinantes cruciais da absorção transdérmica; produtos químicos com pesos moleculares muito maiores do que ~ 1000 Daltons mal penetram a pele.
O desenvolvimento da nanotecnologia, bem como a presença onipresente de nanopartículas (e outras nanoestruturas), tem levantado questões sobre avaliação de exposição, risco e segurança. Tais estruturas já estão presentes, por exemplo, em formulações cosméticas, e estão regularmente em contacto com a pele humana. À medida que a incidência de tal exposição só é suscetível de aumentar no futuro, é razoável questionar o destino de nanopartículas em contacto da pele, e desenvolver técnicas (por exemplo, a dispersão de Raman coerente, microscopia confocal) para avaliar o tempo de residência destas espécies sobre a pele e dentro dela, avaliando o seu grau de interação com a barreira.

14h50
Eficácia e Segurança de Nanotecnologias destinadas à aplicação na pele, Prof. Dr. Elias Fattal, Universidade de Paris, Faculdade de Farmácia, FRANÇA
A eficácia de nanotecnologias para entregar drogas através da pele têm sido amplamente documentado para sistemas vesiculares incluindo lipossomas que foram relatadas para melhorar a entrega de uma variedade de drogas activas, incluindo triamcinolona, metotrexato, hidrocortisona, tretinoína, tacrolimus, rodamina, ciclosporina e anti-androgénios. Relatórios sobre ativos cosméticos são, no entanto, muito menos disponível. Apesar destas observações, os outros grupos têm mostrado que não há alteração na entrega de drogas em comparação com as preparações clássicas. No entanto, a entrega transdérmica utilizando lipossomas como transportadores tenha sido ilustrada em alguns poucos casos onde a droga encapsulada foi capaz de atravessar todas as camadas da pele. Um número de estudos demonstraram que a composição de vesículas (por exemplo, a inclusão de lípidos da pele, lípidos carregados positivamente, a presença de agentes tensioactivos na bicamada pode ter um efeito sobre a permeação substância.
O estado dos bicamadas lipídicas das vesículas, isto é, a fase de cristal líquido ou fase de gel, também afeta a entrega por via dérmica e transdérmica: vesículas estado de cristal líquido podem ser mais eficazes. Estes resultados foram confirmados in vivo. Outras propriedades físico-químicas, tais como carga de partículas, o tamanho de partícula e lamelaridade, podem também influenciar o grau de transporte de substâncias. Outras vesículas além dos lipossomas foram concebidas com o objectivo de melhorar a entrega transdérmica e tópica de substâncias. Exemplos disso incluem vesículas feitas de tensoativos não-iónicos (niosomes ®), vesículas que contêm uma elevada percentagem de etanol (ethosomes), vesículas ultraflexíveis (transfersomas ®).

15h40
Mesa redonda
Mediador: Profa Dra. Silvia Guterres, UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Além do debate da mesa redonda, será apresentado um esquema com a consolidação dos pontos-chave de cada pilar abordados durante os dois dias do Encontro. Será produzido ainda um documento com a síntese de todos os aspectos discutidos acerca da nanotecnologia. O documento contendo os apontamentos do setor deverá ser encaminhado para as autoridades governamentais com o objetivo de subsidiar na construção de políticas adequadas para o desenvolvimento da nanotecnologia.

16h30
Encerramento


sexta-feira, 4 de maio de 2012

Nanoestruturas automontantes

Caso fossem jogadas em um recipiente algumas tiras de tecido com velcro disposto sobre toda a sua superfície, elas aleatoriamente poderiam assumir diversas formas: tiras sobrepostas, dobraduras de uma tira só, esferoides de algumas ou várias tiras, uma só pelota de fitas, etc... Quem desejasse obter desta maneira aglomerados de tiras pequenos, cada um com um tamanho mais ou menos parecido, estaria diante de um problema. A aleatoriedade das interações das tiras de tecido com elas mesmas e com outras poderia ser resolvido caso estas tivessem a disposição do velcro e a sua forma pré-planejadas de maneira que no final o resultado fosse aglomerados de tamanho mais ou menos igual.

A parábola acima tem algo de nanotecnologia. A produção de nanoestruturas por aglomeração de moléculas menores é bastante utilizada em nanotecnologia. Mas fazer com que moléculas agrupem-se formando uma população de nanoestruturas com tamanho uniforme é uma tarefa difícil.  Especialmente quando as forças de atração intermoleculares atuam sobre/a partir de diferentes sítios de cada molécula. Porém, juntando matemáticos que modelem o tipo e a orientação das atrações moleculares, bem como químicos que passem essas ideias do computador para a bancada de experimentos, alguns resultados interessantes podem aparecer. Nanoestruturas automontantes com propriedades fabulosas já foram obtidas e continuam a ser buscadas. O vídeo abaixo apresenta um grupo da Johns Hopkins University, EUA, que vem desenvolvendo pesquisas nesta área.


quinta-feira, 3 de maio de 2012

Modelo artificial 3D de câncer para experimentos com nanopartículas

As ciências farmacêuticas nos forneceram armas que desequilibraram a nosso favor a guerra contra diversas doenças que faziam a expectativa de vida da população ficar abaixo de meio século. Antibióticos contra infecções bacterianas, vacinas contra diversos tipos de patógenos, anti-hipertensivos contra a pressão arterial alta, e muitas outras. Hoje se vive para além dos 70 com facilidade. Com o aumento do tempo de vida, a chance de desenvolvermos um câncer aumenta. Assim, países desenvolvidos, que conseguem fornecer adequadamente à sua população os tratamentos disponíveis contra as diversas doenças, veem aumentar a incidência de câncer entre os seus. Mas ainda não foram encontradas armas que reúnam eficácia e segurança para combater este mal.
Representação de uma célula tumoral maligna.
O câncer é nascido das nossas próprias células e compartilha diversas características com nossos tecidos sadios. É irrigado por vasos sanguíneos, consome os mesmos nutrientes consumidos por nossas células e usa a mesma maquinaria metabólica celular - apesar de esta funcionar com alguns defeitos -. É difícil fazer com que um fármaco mate apenas o câncer e não a nós mesmos. É difícil mesmo diagnosticar o câncer em estágios iniciais, quando as chances de cura são maiores.
Nanopartículas são potencialmente úteis para terapias seguras e eficazes contra o câncer. Elas também abriram novas possibilidades para o diagnóstico desta doença. Diagnóstico e terapia têm sido amalgamadas em uma só palavra, teranóstico, graças em grande parte à nanotecnologia. 
Para testar essas nanopartículas como ferramentas teranósticas, cientistas desenvolveram um modelo de câncer mantido in vitro, ou seja, sem a necessidade de animais hospedeiros. Este modelo foi descrito em publicação recente (Ho et al, Theranostics 2012; 2(1):66-75). Basicamente, células de câncer de um tipo de câncer de cérebro conhecido como glioma foram mantidas em uma rede tridimensional polimérica que serve como base de sustentação para que o câncer se desenvolva. Tumores esféricos de cerca de 200 micrometros foram formados neste suporte. O mais impressionante vem agora: os cientistas expuseram o tumor a células de vasos sanguíneos (endoteliais) bovinos. Com os estímulos adequados, vasos sanguíneos foram originados em torno do tumor, mimetizando parcialmente o que é observado no câncer de cérebro de fato.
Tumor de cérebro in vitro (Imagem: Sun Lab/Brown University)
Convencionalmente, experimentos in vitro eram realizados com células que não interagiam entre si e tampouco formavam um tumor tal como o observado em organismos vivos. No estudo citado anteriormente, o modelo 3D possibilitou que a interação de nanopartículas de óxido de ferro com as células tumorais fosse mais próxima àquela observada in vivo. Particularmente importante é a presença dos vasos sanguíneos, visto que estes geralmente representam uma barreira a ser transposta pelo fármaco antes de atingir a célula cancerígena.
Este tipo de modelo experimental é essencial para que novas armas contra o câncer sejam desenvolvidas. Testar um novo material in vitro torna mais fácil a tarefa de conhecer o mesmo e de adaptá-lo às necessidades da terapia ou do diagnóstico.

Fonte: THNO

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Orientações do FDA sobre nanotecnologia em cosmético e alimentos


A agência estadunidense de regulação, a FDA (US. Food and Drug Administration), emitiu no último dia 20 de abril dois projetos de documentos com propostas de orientações sobre o uso da nanotecnologia endereçado às indústrias de alimentos e de cosméticos. Ambos estão abertos a consultas e sugestões.

Os dois documentos são: “Guidance for Industry: Assessing the Effects of Significant Manufacturing Process Changes, including Emerging Technologies, on the Safety and Regulatory Status of Food Ingredients and Food Contact Substances, Including Food Ingredients that are Color Additives” e “Guidance for Industry: Safety of Nanomaterials in Cosmetic Products” e estão disponíveis no campo “Publicações” deste site.

O documento voltado para os fabricantes de alimentos descreve fatores que devem ser considerados para se determinar mudanças nos processos de fabricação, incluindo os que envolvem nanotecnologia, tais como os que criam uma mudança significativa que possa afetar a identidade da substância alimentar; afetar a segurança da utilização da substância alimentar; afetar o estado de regulador da utilização da substância alimentar; ou que garantam uma submissão regulamentar à FDA.

As orientações para produtos cosméticos discutem o pensamento atual da FDA sobre a avaliação da segurança dos nanomateriais quando utilizados em produtos cosméticos. Pontos-chave incluem: 
i) os requisitos legais para cosméticos fabricados usando nanomateriais são os mesmos que aqueles para quaisquer outros cosméticos. Enquanto os cosméticos não estão sujeitos a aprovação pré-comercial, empresas e indivíduos que comercializam os cosméticos são legalmente responsáveis pela segurança dos seus produtos e eles devem estar devidamente rotulados;
ii) para realizar as avaliações de segurança de produtos cosméticos que contenham nanomateriais, testes-padrão de segurança podem precisar ser modificados ou novos métodos desenvolvidos.

Ambos os guias incentivam os fabricantes a consultar o FDA antes de lançar seus produtos no mercado. 

A FDA está investindo em um amplo programa de ciência da nanotecnologia regulamentar, incluindo o desenvolvimento de dados e ferramentas necessárias para identificar propriedades de nanomateriais e avaliar o impacto que podem ter sobre os produtos.

Comentários devem ser enviados no prazo de 90 dias, a contar da publicação, para o seguinte endereço: http://www.regulations.gov.

Fontes: FDA 1, FDA 2, ABDI

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Elevadores espaciais feitos de nanotubos de carbono. Ficção? Hein, Clarke?

Alguns investidores corajosos e visionários encontraram no ramo de viagens espaciais um nicho de mercado totalmente inexplorado. Até mesmo a Estação Espacial Internacional começará a ser abastecida por voos de empresas privadas, como a SpaceX. Já a Virgin Galactic investe nas viagens espaciais pelo seu potencial turístico. Essa empresa já construiu seu espaçoporto nos EUA e projeta realizar voos espaciais comerciais a partir deste ano - se você estiver interessado e tiver US$ 200 mil para se entreter, agende sua viagem espacial aqui
Você acha fácil chegar à Lua? O Armstrong não. 
Porém, há muito mais no espaço do que potencial para ser concorrente da Disneilândia.
Prospectar recursos e colonizar o espaço. Esse é o futuro da astronáutica. Fácil dizer, difícil cumprir. 
A exploração econômica do espaço ainda carece de sustentabilidade econômica. As viagens ao cosmo são caras. Agências espaciais em várias partes do mundo correm atrás de soluções baratas para chegar ao espaço. A NASA, particularmente, tem investido faraonicamente nesta linha. A agência espacial estadunidense já não conta mais com as centenas de milhões de dólares que outrora eram investidas em viagens espaciais convencionais, baseadas em tecnologias nascidas há décadas e desde então pouco aprimoradas na sua base. O caminho é uma revolução aero/cosmonáutica. Todos os ônibus espaciais estadunidenses foram aposentados e viraram, literalmente, peças de museu. Uma nova geração de naves espaciais está a caminho, mas é preciso "redefinir a missão [da NASA]", como disse há pouco Barack Obama. Novas plataformas de acesso ao espaço começam a ser pensadas.
Nessa chispada rumo ao espaço, uma ideia genial, maluca, ousada, mas ainda assim na linha do como-é-que-não-pensei-antes-nisso, vem sendo encarada com maior seriedade por cientistas aeroespaciais. Construir um elevador espacial. É isso mesmo, um dispositivo fixo e contínuo com base na Terra e conectado a uma base no espaço!
Arthur C. Clarke, em sua obra-prima de ficção científica, Fountains of Paradise (1978), já havia mencionado um elevador espacial baseando-se em uma série de publicações científicas sobre o tema. O elevador espacial reduziria consideravelmente o gasto energético necessário para vencer a força da gravidade e o atrito atmosférico. Tornaria triviais as viagens ao espaço!
Atualmente, o projeto de elevador espacial que vem merecendo mais crédito da comunidade científica planeja a construção, em uma região próxima à linha do Equador, de uma torre com 50 km de altura (!). Ao topo desta torre seria fixado um cabo que, em sua extremidade oposta, seria ligado a um corpo de massa comparável à de certos asteroides. O centro gravitacional deste sistema todo seria localizado na órbita geoestacionária, i.e., cerca de 36 mil km acima do nível do mar. Veículos terra-espaço se movimentariam ao longo do cabo com auxílio de mecanismos eletromagnéticos.
Um elevador espacial com mecanismo eletromagnético. Fonte: NASA.
Cientistas calcularam que o custo de uma viagem espacial convencional, atingindo 36 mil km acima do nível do mar, fica em torno de US$ 22 mil/kg. Com a tecnologia do elevador, custaria US$ 2/kg (!). 
Uma das questões técnicas a serem resolvidas para que a construção do elevador espacial abandone o plano da ficção é o desenvolvimento de materiais para o cabo do elevador. O cabo sofreria uma tensão enorme ao longo de seu comprimento, sendo que a sua própria massa contribuiria para esse problema. Dentre os materiais apontados para construir o cabo, os nanotubos de carbono (NTC) mostraram que oferecem propriedades que vão muito além do mínimo exigido para tal. Leia mais aqui sobre esse material. O vídeo abaixo exibe o notável físico estadunidense Michio Kaku falando um pouco sobre a possível aplicação dos NTC para a construção do elevador espacial.

Os NTC chegam a ser 100 vezes mais resistentes à tensão em relação ao aço. São materiais extremamente resistentes e leves. Porém, o problema é a atual inviabilidade da produção deste material na escala de quilômetros de comprimento.  
Certa vez, durante uma palestra, perguntaram ao Arthur C. Clarke, citado anteriormente nesta postagem, sobre quando ele acreditava que o elevador espacial seria construído. E ele: "Provavelmente cerca de 50 anos depois que todos pararem de rir [da ideia]".
A impossibilidade de hoje é a origem da revolução de amanhã.
Esperemos!
Nanotubos de carbono. (Fonte: Université de Strasbourg)


Fonte: NASA

quarta-feira, 25 de abril de 2012

III Workshop da Rede Nanobiomed, em Luís Correia, Piauí


A bela cidade de Luís Correia/PI (vizinha à cidade de Parnaíba) receberá este grande evento científico de caráter nacional, o “III Workshop da Rede Nanobiomed” e o “I Simpósio de Nanotecnologia do Nordeste”. Este encontro é destinado a estudantes, pesquisadores e profissionais atuantes ou interessados em nanobiotecnologia nos seus mais variados aspectos. O Evento marcará o terceiro encontro da Rede de Nanobiomedicina da CAPES, sendo a primeira vez que ocorrerá fora do Estado de São Paulo, no período de 02 a 07 de Junho de 2012.
Luís Correia/PI
O Evento está sendo organizado pelo Biotec, Programa de Mestrado em Biotecnologia, PPGBiotec e pela Rede Nanobiomed CAPES. Como apoio ao evento ainda temos a empresa Pesquisa Piauí e o Instituto Domingos Batista (IDB).

Sejam bem vindos ao Litoral do Piauí!

Seguem abaixo o cartaz e a programação do evento.






Programação do Evento


III Workshop da Rede Nanobiomed


Dia: 02/06/2012 - (Sábado - Noite)


Cerimônia de abertura


Local: Auditório Central – Sesc Praia
20 às 22 horas


Presidente do Evento
Representante da Rede Nanobiomed/CAPES
Representante da UFPI
Representante do Biotec/UFPI
Representante do Mestrado em Biotecnologia/PPGBiotec
Representante da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado do Piauí (FAPEPI)


Palestra de abertura:
Representante CNPq/MCT Programa Ciência Sem Fronteiras.
Jurandir Fermon Ribeiro Júnior
Núcleo de Gestão do Programa Ciência sem Fronteiras do CNPq, Brasília, DF.


Coquetel da Abertura do Evento


Dia: 03/06/2012 - (Domingo - Manhã)


8:30 às 12:00 h
Local: Auditório Central – Sesc Praia


Ciclo de Apresentações e discussões: Avanços e Desafios da Nanotecnologia na Área da Saúde e Meio-Ambiente – Parte I.


Dra. Yvonne Marcarenhas – Apresentação da Rede Nanobiomed/CAPES.
Instituto de Física de São Carlos, IFISC, Universidade de São Paulo, São Carlos, SP.


Dr. Valtencir Zucolotto
Instituto de Física de São Carlos, IFISC, Universidade de São Paulo, São Carlos, SP.


Dr. José Roberto de Souza de Almeida Leite
Biotec/Universidade Federal do Piauí, UFPI, Parnaíba, PI.


Dra. Carla Eiras
Biotec/Universidade Federal do Piauí, UFPI, Parnaíba, PI.


Dr. Frank Crespilho
Universidade Federal do ABC, UFBAC, Santo André, SP.
Representante USP Ribeirão Preto.


14:00 às 18:00 h (Domingo - Tarde)
Local: Auditório Central – Sesc Praia


Ciclo Apresentações e discussões: Avanços e Desafios da Nanotecnologia na Área da Saúde e Meio-Ambiente – Parte II.


Dr. Carlos F.O. Graeff
Doutorado em Física pela Universidade Estadual de Campinas, UNICAMP.
Departamento de Física, Faculdade de Ciências da UNESP, Bauru, SP.


Dra. Helena Maria Petrilli
Doutora em Física, Universidade de São Paulo, USP.
Instituto de Física, Departamento de Física dos Materiais e Mecânica, USP.


Dr. Fábio Lopes
Doutorando em Física. 
Universidade Estadual de Londrina, UEL, Brasil.


Dra. Maria Luisa Sartorelli
Doutorado em Física, Universidade de Stuttgart pelo Max Planck Institut Für Metallforschung.
Universidade Federal de Santa Catarina, UFSC


Dra. Vera Regina Leopoldo Constantino
Doutorado em Química. Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, UNESP, SP.
Instituto de Química, IQ, USP, SP.


M.Sc. Vanessa R. R. Cunha
Bolsista Rede Nanobiomed, Doutoranda em Química, USP.
Representante do IQ, Universidade de São Paulo, São Paulo, SP.


Dia: 04/06/2012 – (Segunda feira - manhã)


8:30 às 12:00 h
Local: Auditório Central – Sesc Praia


Ciclo Apresentações e discussões: Avanços e Desafios da Nanotecnologia na Área da Saúde e Meio-Ambiente – Parte III.


Dr. Antonio Claudio Tedesco
Doutorado em Química (Físico-Química). Universidade de São Paulo, USP, Brasil.
Coordena o Grupo de Fotobiologia e Fotomedicina no Centro de Nanobiotecnologia e Engenharia Tecidual, Ribeirão Preto, SP.


Dr. Carlos Eduardo Vergani
Doutorado em Dentística Restauradora. Faculdade de Odontologia de Araraquara Unesp.
Faculdade de Odontologia de Araraquara, Departamento de Materiais Odontológicos e Prótese. Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, UNESP de Araraquara, SP.


Dr. Bonald Cavalcante de Figueiredo
Doutorado em Neuroendocrinologia. Mcgill University, MCGILL, Canadá.
Diretor científico do Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe e professor da Universidade Federal do Paraná, UFPR.


Dr. Ana Maria da Costa Ferreira
Doutora em Físico-Química, Universidade de São Paulo, USP.
Instituto de Química, IQ, Universidade de São Paulo, São Paulo, SP.


Dr. Pietro Ciancaglini
Doutorado em Ciências Biológicas (Bioquímica) pela Universidade de São Paulo, USP, Brasil.
Coordena o Laboratório de Nanobiotecnologia Aplicada: Sistemas Miméticos de Biomembranas. FFCLRP-USP - Departamento Química.


8:00 às 12:00 h (Segunda feira - Manhã)
Mini-curso 1
Local: Sala de Conferência Atalaia


Título: Fundamentos de Cultivo Celular e Aplicações em Nanotecnologia
Dra. Katherine Athayde Teixeira de Carvalho
Médica e Professora da Pós-Graduação de Biotecnologia da Saúde da Criança e do Adolescente, Instituto Pelé Pequeno Príncipe, Curitiba, PR.




14:30 às 16:00 h – (Segunda feira - tarde)


Local: Sala de Conferência Coqueiro 


III Reunião dos Coordenadores da Rede Nanobiomed CAPES


16:30 às 18:00 h
Local: Área de Apresentação de Pôsteres
Avaliação e Apresentação de trabalhos na forma de painel dos doutorandos e Pós-doutorandos da Rede Nanobiomed CAPES.


14:00 às 18:00 h - Local: Auditório Central
Mini-curso 2


Título: Teoria e Aplicações da Microscopia Fluorescente.
Dr. Josué Moraes
Doutor em Biotecnologia – USP. Especialista em Parasitologia e Microscopia Confocal.
Secretaria de Vigilância Sanitária Estado de São Paulo.


14:00 às 18:00 h - Local: Sala de Conferência Pedra do Sal
Mini-curso 3


Título: Imunossensores Nanotecnológicos
Dr. Joilson Ramos de Jesus
Doutor em Biotecnologia – Rede Biotecnologia do Nordeste, Ponto focal,UFBA.
Pós-Doutorando em Biotecnologia (PNPD/CAPES).




Dia: 05/06/2012 (Terça-feira - manhã)
8 às 12 h – Local: Auditório do SESI Parnaíba/PI, Av. Presidente Getúlio Vargas.


Mini-Curso Pré-Simpósio
Título: Nanotecnologia Aplicada a Alimentos Funcionais
MS.c. Adriany Amorim
Mestre em Tecnologia de Alimentos, Universidade Federal do Ceará, UFC.
Doutoranda em Biotecnologia, Ponto focal, UFPI.


14 às 18 h (Terça-feira - Tarde)


Horário livre


Visitas técnicas e passeios turísticos.



I Simpósio de Nanotecnologia do Nordeste

Dia: 06/06/2012 (Quarta-feira - manhã)
8 às 12 h


Mini-curso I
Local: SESC Praia - Auditório Central


Título: Soluções em Espectrometria de Massa Aplicada à Biotecnologia.


M.Sc. Leiz Maria Véras
Mestre em Ciência Animal / Doutoranda em Biotecnologia – RENORBIO
Núcleo de Pesquisa em Biodiversidade e Biotecnologia, Biotec, UFPI.


MS.c. Vladimir Costa Silva
Mestre em Ciências da Saúde, Universidade de Brasília, UnB.
Doutorando em Biotecnologia – RENORBIO


Mini-curso II
Local: Sala de Conferência Atalaia


Título: Técnicas Espectroscópicas Aplicadas à Nanotecnologia


Dra. Durcilene Silva
Mestre e Doutora em química inorgânica, UFC, Fortaleza, CE.
Orientadora do Programa de mestrado em Biotecnologia, PPGBiotec, UFPI.
Núcleo de Pesquisa em Biodiversidade e Biotecnologia, Biotec, UFPI.


Mini-curso III
Local: Sala de Conferência Pedra do Sal


Título: Bioinformática Aplicada à Nanotecnologia


M.Sc. Filipe Camargo Dalmatti Alves Lima
Mestrado em Física, Universidade de São Paulo, SP.
Doutorando em Física, USP, SP.


Dia: 06/06/2012 (Quarta-feira - Tarde)
14:00 às 15:40 h


Local: Auditório Central – SESC Praia


Título: Nanomedicina: Avanços e Desafios
Dr. Valtencir Zucolotto
Doutorado em Ciência e Engenharia de Materiais, USP
Coordenador do Laboratório de Nanotecnologia e Nanotoxicologia (LNN), Grupo de Biofísica, Instituto de Física de São Carlos, IFISC, USP de São Carlos, SP.


Título: Bioeletroquímica Aplicada a Sistemas de Implantação.
Dr. Frank Crespilho
Doutorado em Físico-Química, USP.
Coordenador do Grupo de Materiais e Métodos Avançados (GMAv).
Universidade Federal do ABC, Santo André, SP.


15:40 às 16:00 h Coffee Break


16:00 às 18:00 h
Local: Auditório Central SESC Praia


Título: Avanços da Citogenética e Biologia Molecular Aplicada à Rede Nanotoxicologia.
Dr. Giovanny Rebouças Pinto
Doutor em Genética (Universidade de São Paulo, USP, Ribeirão Preto/SP)
Biotec/UFPI e Programa de Mestrado em Biotecnologia.


Título: Transferência de Tecnologia na Área de Nanotecnologia.
Dr. Luis Alexandre Muehlmann
Pesquisador na área de Nanocosméticos e Nanomedicamentos
Empresa Nanodynamics


Dia: 07/06/2012 (Quinta feira - manhã)
8 às 12 h
Local: Auditório Central e Salas anexas.


Apresentações orais selecionadas.


14:00 às 15:40 h (Quinta feira - Tarde)
Local: Auditório Central


Título: Potenciais Metalofármacos e seus Prováveis Mecanismos de Atuação.
Dr. Ana Maria da Costa Ferreira
Doutora em Físico-Química, Universidade de São Paulo, USP.
Instituto de Química, IQ, Universidade de São Paulo, São Paulo, SP.


Título: Nanotecnologia Aplicada a Doenças Parasitárias.
Dr. Josué de Moraes
Doutor em Biotecnologia pela USP de São Paulo/SP
Secretaria de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo.


15:40 às 16:00 Coffee Break


16:00 às 18:00 h
Local: Auditório Central


Título: Nanotecnologia Aplicada a Modulação hormonal.
Dr. Marco Antonio Botelho Soares
Doutor em Ciências Médicas, Universidade Federal do Ceará, UFC, Brasil.
IFCE, Fortaleza, CE.


Título: Como Envelhecer bem com o Uso da Nanotectologia: Um enfoque Médico Preventivo.
Dra. Sonia Regina Umbelino Mendes.
Especialista em Medicina Estética e Medicina Anti-Aging (Anti-Envelhecimento).
Médica Oftalmologista do Governo do Estado do Rio Grande do Norte, Hospital Clóvis Sarinho e atua em Clínica particular (Clínica In Forma).


19:00 h – Cerimônia de encerramento


Premiações


Prêmio Categoria Pôster (Rede Nanobiomed)
Premiação aos três primeiros colocados


Prêmio Categoria Apresentação Oral
Premiação aos três primeiros colocados


Encerramento

domingo, 22 de abril de 2012

! Somos grandes demais ?


"Os princípios da física, pelo que vejo, não falam contra a possibilidade de manipular as coisas átomo por átomo. Não se trata de violar leis; é algo que, em princípio, pode ser feito; mas, na prática, não tem sido feito porque NÓS somos grandes demais". Richard Feynman

O que nos é visível a olho nu geralmente possui dimensões com milhões de nanometros. Nosso corpo possui dimensões com bilhões de nanometros. Feynman percebeu que nossa visão de mundo estava limitada pelas nossas próprias dimensões. A nanociência e a nanotecnologia vêm tratando de abrir nossa mente ao maravilhoso mundo do diminuto, que estava o tempo todo ali e aqui, fora ou dentro de nós.
Mas não apenas o pequeno foge às nossas vistas.
Nesta postagem deixo um vídeo; não é sobre nanotecnologia, não fala propriamente de escalas nanométricas. Desta vez você vai se sentir menor que uma nanoestrutura.
Cada satélite - natural ou artificial -, cada planeta, cada órbita, estrela, galáxia, está representado na escala relativa real, de acordo com as medidas realizadas pelas pesquisas científicas em astronomia, com dados atualizados em 2009.


quarta-feira, 18 de abril de 2012

Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia envolvidos com nanotecnologia discutem como difundir o conhecimento gerado nesta área


A Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Setec) realizou no último dia 10 uma reunião com os Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs), ligados ao desenvolvimento da nanotecnologia no Brasil, para ampliar a difusão do conhecimento coletivo entre os órgãos e dar início a um plano de divulgação das ações.


No total, 16 institutos, todos ligados à nanotecnologia, enviaram seus principais pesquisadores e equipes que apresentaram propostas de ações para o plano de divulgação. Na abertura das atividades, o secretário Adalberto Fazzio ressaltou o principal objetivo do evento. “A proposta é ter contato com o que os institutos estão desenvolvendo para, em seguida, começar a estabelecer um material de divulgação da nanociência e da nanotecnologia para o público em geral, jovens estudantes e empresariado brasileiro”.


Na oportunidade, Fazzio comentou a Portaria 245, publicada na última segunda (09), que instituiu o Sistema Nacional de Laboratórios em Nanotecnologia (SisNano), no âmbito da Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (Encti), associado ao Plano Brasil Maior. “O SisNano é uma portaria que tem uma governança sobre o sistema Nano, que define quais são os laboratórios estratégicos, aqueles que fazem parte das unidades de pesquisa do MCTI, e os laboratórios associados que queiram se engajar dentro do programa e da política da Encti, na área de nanotecnologia”. O secretário observou que esses laboratórios terão que definir um tempo a ser aberto para a comunidade utilizar e participar nas áreas definidas como prioritárias.


Ele salientou que os laboratórios vinculados ao SisNano terão prioridade. “Isso funcionará a parte das ações do MCTI. Mas certamente os laboratórios que estiverem vinculados e associados a estes programas terão prioridade com base em critérios, expertise, competência, mérito e região de atuação”. É importante destacar ainda que, em breve, será anunciado o Comitê Executivo de Nanotecnologia, com participação de nove ministérios.


Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Comunicação

segunda-feira, 16 de abril de 2012

SisNano - Sistema de Laboratórios em Nanotecnologia

A importância de transferir a nanotecnologia do plano das pesquisas para o da comercialização já foi apresentado em vídeo neste nanorreico blog (clique aqui). O governo brasileiro sabe disso e vê a nanotecnologia como uma das áreas que merecem prioridade nas ações governamentais. Por isso, este governo acaba de dar um passo no sentido de fortalecer e coordenar os esforços empresariais brasileiros na área de nanotecnologia.
Uma portaria que cria o SisNano (245, de 5 de abril de 2012) foi publicada na semana passada no Diário Oficial da União.
O SisNano visa a desenvolver um programa de mobilização de empresas instaladas no Brasil e de apoio às suas atividades, para atuarem no desenvolvimento de processos, produtos e instrumentação, envolvendo ciência e tecnologia na nanoescala.

Segue abaixo o texto da portaria:


Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação


GABINETE DO MINISTRO

PORTARIA N° 245, DE 5 DE ABRIL DE 2012

Institui o Sistema Nacional de Laboratórios em Nanotecnologias - SisNANO como um dos elementos do Programa Nacional de Nanotecnologia, no âmbito da Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação e associado ao Plano Brasil Maior.

O MINISTRO DE ESTADO DA CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO, no uso das atribuições que lhe confere o art. 87, parágrafo único, inciso II, da Constituição Federal, resolve:

Art. 1° Fica instituído o Sistema Nacional de Laboratórios em Nanotecnologias - SisNANO, como um dos elementos do Programa de Nacional de Nanotecnologias, no âmbito da Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação - ENCTI e associado ao Plano Brasil Maior - PBM.

Art. 2° O SisNANO tem por objetivos:
I - estruturar a governabilidade para as nanotecnologias;
II - desenvolver um programa de mobilização de empresas instaladas no Brasil e de apoio às suas atividades, para atuarem no desenvolvimento de processos, produtos e instrumentação, envolvendo ciência e tecnologia na nanoescala;
III - promover no País o avanço científico e tecnológico e a inovação ligados às propriedades da matéria na nanoescala;
IV - otimizar a infraestrutura, o desenvolvimento de pesquisa básica e aplicada e as atividades ligadas à inovação na nanoescala, servindo como suporte ao avanço acelerado do País na área estratégica de nanotecnologias, dotando o País de infraestrutura no mínimo equivalente aos países mais adiantados na área e de formas de operação adequadas à participação de todos os atores relevantes nesse processo;
V - consolidar e ampliar a pesquisa em nanotecnologias, expandindo a capacitação científica e técnica necessária para explorar os benefícios resultantes dos desenvolvimentos associados e suas implicações tecnológicas em: nanofabricação, desenvolvimento e aplicação de nanopartículas, instrumentação em nanociência e nanotecnologia, processos em nanoeletrônica, nanotoxicologia, energias renováveis e limpas, nanobiotecnologia, nanocompósitos, nanofármacos, nanosensores, nanoatuadores e materiais nanoestruturados;
VI - universalizar o acesso da comunidade científica, tecnológica e de inovação do País à infraestrutura avançada para produção e caracterização de nanoestruturas e produtos finais, utilizando propriedades da nanoescala e materiais baseados nessas propriedades;
VII - capacitar o País a desenvolver programas de cooperação internacional em condições de igualdade com os parceiros atualmente mais desenvolvidos na área, sempre tendo em vista os grandes objetivos nacionais;
VIII - desenvolver programas de cooperação internacional junto aos países do Mercosul, objetivando à formação de recursos humanos, à promoção de reuniões conjuntas e à troca de experiências na área de nanotecnologias; e
IX - promover a formação, capacitação e fixação de recursos humanos, a educação em nanotecnologias e sua divulgação.

Art. 3° O SisNANO será formado por duas categorias de laboratórios:
I - os Laboratórios Estratégicos; e
II - os Laboratórios Associados.
§ 1º Os Laboratórios Estratégicos terão as seguintes atribuições e características específicas:
I - são laboratórios do MCTI que integram vários conjuntos de sistemas e equipamentos para atuação em nanociência e nanotecnologia e têm a característica de serem "Facilidades Abertas" instaladas em Unidades de Pesquisa do MCTI e nos quais a utilização dos equipamentos é disponibilizada a usuários externos, numa fatia nunca inferior a 50% (cinquenta por cento) do tempo de máquinas; e
II - são totalmente financiados pelo MCTI e terão forte missão educacional no âmbito da Nanociência e da Nanotecnologia, formando usuários, treinando pessoal qualificado e garantindo o acesso aos equipamentos e sistemas pelas comunidades científica, tecnológica e de inovação na nanoescala.
§ 2º Os Laboratórios Associados ao SisNANO são laboratórios que integram vários conjuntos de sistemas e equipamentos em Nanociência e Nanotecnologia ou laboratórios altamente especializados, localizados nas Universidades e Institutos de Pesquisa e/ou Desenvolvimento e nas quais uma fração mínima de 15% (quinze por cento) do tempo dos equipamentos durante o horário de atividades é disponibilizada a usuários externos à instituição.
§ 3º Todos os Laboratórios Estratégicos participarão em projetos de P, D & I.
§ 4º Os Laboratórios Estratégicos e os Associados terão como Coordenador Responsável o Dirigente Máximo da instituição ou um pesquisador por ele indicado.
§ 5º As Universidades e Institutos de Pesquisa e/ou Desenvolvimento que possuam sistemas e  equipamentos para atuação na área de Nanotecnologia ou laboratórios altamente especializados integrarão o Sistema SisNANO na condição de Laboratórios Associados, desde que sua proposta de adesão esteja estruturada na forma prevista nos § 2º e § 4º deste artigo, a fim de garantir o funcionamento e a governança do SisNANO.

Art. 4º Compete ao Comitê Consultivo de Nanotecnologia (CCNano), instituído pela Portaria MCTI nº 260, de 3 de maio de 2011:
I - supervisionar as atividades do SisNano;
II - analisar as propostas submetidas por instituições de pesquisa que queiram se integrar à rede SisNANO; e
III - recomendar ao MCTI novos Laboratórios Estratégicos e o credenciamento dos Laboratórios Associados com base na proposta de adesão.
Parágrafo único. A adesão dos Laboratórios Associados será formalizado por um Acordo de Cooperação Técnica Científica (ACTC) entre o MCTI e a instituição proponente.

Art. 6° Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

MARCO ANTONIO RAUPP